ARQUIPÉLAGO DE ABROLHOS

      A Jornada Sub disponibilizada saídas o ano todo, em parceria com a operadora APECATU EXPEDIÇÕES, tendo  o serviço de reservas mesmo quando as saídas não são exclusivas da Jornada Sub .  São operações de "Live aboard" com duração de 3 ou 4 dias.

 

PARQUE NACIONAL MARINHO DOS ABROLHOS

     O arquipélago de Abrolhos, situado no litoral sul da Bahia, a 70 km da costa, constitui-se no primeiro Parque Nacional Marinho do Brasil.
 
     As formações rochosas são cinco: Santa Bárbara, Siriba, Redonda, Sueste e Guarita. Formaram-se partir de atividades vulcânicas há 50 milhões de anos, sendo importante salientar o fato que estão dispostas em círculo e serem cercadas dos maiores, mais raros e exuberantes recifes de coral do Atlântico Sul, razão pelo qual, em 1983, a região vei fazer parte de uma unidade de conservação sendo o mais importante complexo coralíneo do Atlântico Sul.

     Os recifes apresentam uma composição peculiar, por serem constituídos por massas sólidas de corais, estando entre as espécies constituintes destas massas, algumas endêmicas de águas brasileiras como a Millespora brasiliensis, Mussimilia brasiliensis (popular coral-cérebro). Além de impressionarem pela forma excêntrica, há variedade de cores e extensão de formações.

     A avifauna é exuberante e utilizam o arquipélago como ponto de pouso para descanso, procriação ou simplesmente para suprir suas necessidades alimentícias, para o qual o ambiente é totalmente favorável, face o grande número de peixes.

     O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos não conta com infraestrutura para acomodação de visitantes por isso a única forma de pernoitar é em embarcações destinadas para este fim.

     Suas águas quentes atraem um visitante muito especial entre os meses de Julho e Novembro: As BALEIAS JUBARTE, um dos mais raros mamíferos do hemisfério sul que migra para se acasalar e dar a luz aos filhotes, criando um espetáculo inesquecível.

     Outro grande atrativo dos mergulhos na região á a quantidade de naufrágios. Os "cabeços" formam verdadeiras armadilhas para os navios, que depois de afundados tornaram-se excelentes pontos de mergulho. Rosalinda(1939), Santa Catarina(1914), Guadiana (1885), e Nebula, são alguns dos mais visitados.
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História

Os mares da região de Abrolhos receberam vários visitantes ilustres. Américo Vespúcio, no início do ano de 1500, navegando pelas costas da Bahia, se deparou com esse arquipélago formado por poucas e esparsas ilhotas, numa área tomada por recifes e corais. Reza a lenda que ele anotou em sua carta de navegação o aviso: "Abre os olhos", alertando aqueles que fossem se aproximar da terra sobre os perigos do mar. Daí teria se originado o nome do arquipélago. Os perigos de que tanto se fala são formações de coral escondidas sob as águas. Essas formações, chamadas por alguns de "cabeças" ou "cérebros", erguem-se abruptamente, formando gigantescos cogumelos marrons, difíceis de serem detectados. Muitas embarcações foram presas fáceis dessa armadilha natural, entre elas, a mais famosa é Rosalina, um cargueiro italiano, que desde de 1939 adormece em Abrolhos. Rosalina se transformou em atração para os mergulhadores, abrigando belas formações de coral e multicoloridas colônias de peixes. Por volta de 1832, em sua viagem à Patagônia, Terra do Fogo e Galápagos, Charles Darwin fez uma parada no arquipélago de Abrolhos, tendo em vista as peculiares características da natureza daquele lugar. Charles F. Hartt esteve também estudando as colônias de corais, uma séria ameaça para os navios, mas verdadeira raridade e uma paisagem inesquecível. Outro visitante ilustre, Jacques Cousteau, o pesquisador francês, também aportou em Abrolhos, atraído pelas particularidades dos corais lá existentes. Por toda essa riqueza natural é que Abrolhos foi transformado no primeiro Parque Nacional Marinho brasileiro, em 1986.

Ilha Santa Bárbara

É a maior e a principal ilha do arquipélago. Possui aproximadamente 1,5Km de extensão, 300m de largura e 35m acima do nível do mar. Apesar de estar localizada praticamente no centro do Parque, pertence a Marinha do Brasil, não estando incluída nos limites do Parque nem sob sua jurisdição. Por se tratar de uma base militar, o desembarque é expressamente proibido, sendo concedido somente mediante autorização do II Distrito Naval localizado em Salvador - BA. É a única ilha habitada do arquipélago, também a única a possuir alguma infra-estrutura. Nela existem, além do farol, algumas casas que servem de moradia às famílias dos militares, pessoal do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pesquisadores. Existem ainda outras construções como garagem para barcos, heliporto, capela (em homenagem a Santa Bárbara, Santa padroeira dos navegantes), e até uma pequena sala de aula que serve às crianças que ali vivem. Por estar fora da jurisdição do Parque, é a única ilha em que foram introduzidos algumas plantas e animais, o que não é permitido nas outras ilhas. Hoje, além da água potável, praticamente todo o alimento consumido dentro do arquipélago é trazido do continente, tendo em vista que a pesca não é permitida nos limites do Parque.
O Farol encravado num dos pontos mais altos da ilha foi Inaugurado em 1861 no reinado de D. Pedro II. De fabricação francesa, mede 60m de altura, podendo sua luz alcançar mais de 20 milhas náuticas. De extrema importância, até hoje norteia os navegantes, indicando-lhes visualmente a localização dos perigosos recifes. Juntamente com o sistema de rádio formam o posto da Marinha, a qual além de orientar a navegação emite boletins meteorológicos, fazem um trabalho de fiscalização das embarcações que fundeiam no arquipélago, e garantem presença permanente dentro de um território nacional. Ela, juntamente com a ilha Siriba, abrigam a maior colônia do atobá-branco (Sula dactylatra) do arquipélago.

Ilha Sueste

É a segunda maior ilha do arquipélago, possui esse nome decorrente obviamente de sua localização. Mede aproximadamente 500m de extensão, 200m de largura e 15m acima do nível do mar, sendo a ilha que se encontra mais afastada e a que abriga a maior colônia do atobá-marrom (Sula leucogaster) do arquipélago.

Ilha Redonda

Mede aproximadamente 400m de diâmetro por 36m de altura, sendo que a parte elevada possui forma arredondada, e a parte inferior arenosa, prolonga-se em direção a ilha Siriba, local onde vem sendo feitos registros de desovas de tartarugas marinhas da espécie Caretta caretta.
Reduto principal e único local de reprodução das fragatas (Fregata magnificens), a ilha redonda teve sua parte superior totalmente queimada em um incêndio ocorrido no dia 01/01/97 o que causou a morte de mais de 200 aves, as quais não abandonaram seus ninhos construídos com ramos e raízes secas, sobre as moitas de vegetação. Quanto as fragatas que restaram, estas habitam hoje a ilha Sueste junto com os atobás-marrom




Ilha Siriba

Possui aproximadamente 300m de extensão por 100m de largura e 16m acima do nível do mar; é a única ilha do arquipélago em que é permitido o desembarque e a visita por parte dos turistas. Nessa visita, feita de forma programada e monitorada, caminha-se apenas ao redor da ilha, onde se pode observar desde a formação geológica do arquipélago, até diversas espécies de aves que colocam seus ninhos junto ao chão, um dos motivos de não se caminhar na parte central da ilha. Ela, juntamente com a ilha Sta Bárbara, abriga a maior colônia do atobá-branco (Sula dactylatra) do arquipélago. Apesar da presença humana constante nesta ilha, o IBAMA faz um trabalho para tentar reduzir o impacto da visitação dos turistas.

Aspectos Físicos e Biológicos:

Clima
O clima é determinado por massas de ar que dominam as estações do ano. A época mais tranqüila é de janeiro a março, período das calmarias. A temperatura varia de 24,4 a 27 graus. Quando houver previsão de vento sul, desaconselha-se totalmente a visita ao Parque.

Relevo
O parque é constituído de três ilhas de formação vulcânica dispostas em semicírculos e uma ilhota ao norte. A ilha guarita tem 100 m de extensão e 13 m de altura, a ilha Siriba possui 3 ha, a ilha redonda apresenta 400 m de diâmetro e 36 m de altura, e a ilhota Sueste tem 10 ha e 15 m de altura.

Vegetação
O ambiente insular é dominado por vegetação de pequeno porte, basicamente por gramíneas e herbáceas, com ocorrência de algumas espécies exóticas. São encontrados alguns coqueiros nas ilhas, introduzidos por antigos moradores.

Fauna
Há grande diversidade da fauna marinha, com inúmeras espécies de peixes, moluscos, corais, esponjas etc. Para a fauna terrestre destaca-se as aves que se reproduzem nas ilhas: atobás, trinta-reis, fragata, grazina e o benedito, principalmente. A Baleia-jubarte e as tartarugas-marinhas procuram o parque para se reproduzirem

Mergulho
Suas águas quentes, rasas e cristalinas atraem muitas espécies, como a baleia Jubarte, um dos mais raros mamíferos do hemisfério sul que migra para se acasalar, criando um espetáculo inesquecível. Ali, no litoral sul da Bahia, a mais ou menos 80km da costa, você encontra um lugar ideal para o mergulho. Nadadeiras, máscara e snorkel garantem a observação de uma paisagem marinha fantástica, em que convivem aproximadamente 160 espécies de peixes, moluscos, crustáceos, tartarugas, além dos coloridos corais. A visibilidade da água chega a 30m no verão. Os naufrágios são uma atração à parte que pode ser desfrutada em Abrolhos.

Fontes:
http://www.ibama.gov.br/parna_abrolhos/index.php?id_menu=95
http://www.catamarasanuk.cjb.net/
http://www.tdf.com.br/catamaransanuk/principal.htm
http://www.apecatuexpedicoes.com.br/
Fonte: IBAMA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fotos meramente ilustrativas

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